segunda-feira, 11 de maio de 2009

Meditação

Vejo muitas vezes, durante os meus cursos de Reiki ou Magnified Healing, que os alunos tem noções equivocadas sobre meditação. Foram criadas diversas técnicas de meditação mas muitas nem possuem mais a essência do que é realmente meditar. Algumas técnicas se denominam, erroneamente, meditação e por isso existe certa confusão. Meditação não é, de maneira alguma, parar de pensar. O cérebro humano é um orgão como os pulmões, por exemplo, mas ao invés de ter a função respiratória, tem a função de gerar pensamentos e cortar essa função pode levar a um desligamento de todo o corpo, caso o praticante não tenha determinados conhecimentos. Claro que existem pessoas que com muitas horas de meditação (mais de 10 mil horas) conseguem alcançar isso sem prejudicar o corpo. Mas essas pessoas treinam meditação há anos e são extremamente realizadas nas práticas.

Se você quer começar a meditar, não cobre que sua mente pare de funcionar. Seria a mesma coisa que intencionasse seus olhos, abertos, de parar de ver as coisas a sua frente. Sem tampar os ouvidos, parar de escutar por algum período de tempo. É claro que, ambos os sentidos que citei podem ter esse desligamento com determinadas técnicas de meditação. Mas não busque isso na sua prática inicial.

Apenas pare por alguns instantes e olhe para dentro de você. Perceba os seus pensamentos. Eles são como ondas do mar, que vem e vão. Da mesma maneira que eles surgem em sua mente também desaparece. Não alimente nenhum tipo de pensamento pois eles podem passar a governar a sua vida. Pensamentos simplesmente existem. Não se preocupe em tentar entender ou decifrar os pensamentos. Eles não foram feitos para isso. Apenas os observe e estará meditando. Você nem precisa estar sentado em posição específica ou de olhos fechados. Apenas mantenha a coluna ereta e deixe sua respiração livre e solta.

Em breve postarei mais dicas sobre meditação, aguardem!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Os sentidos em duas cenas

Cena 1:
Centro da metrópole em dia de verão, o mais quente do ano. Roupa pesada de fibra sintética. O barulho é de carro, ônibus, sirenes e buzinas. Não se vê a linha do horizonte tampouco o céu. Os pássaros que habitam este lugar não levantam vôo e ciscam no meio de pessoas por qualquer objeto no chão que possa servir de alimento. O cimento briga com o asfalto. Cinza, preto, cores frias e nada vivo. Um confuso e desordenado bombardeio de imagem/segundo chega ao nosso campo visual. O olfato é variado e não só de alimentos necessariamente. Aquele esgoto correndo, a fumaça dos veículos, o esgoto que não circula também é percebido.

Cena 2:
Fora do continente, numa ilha não deserta no mesmo dia. Com menos roupa o vento atravessa o corpo livremente, causando eventuais arrepios enquanto à sombra. O som do vento é orquestrado harmonicamente com as ondas quebrando suavemente nas rochas e o canto das pequenas aves. Vê-se a linha reta do horizonte no mar verde azulado e as linhas curvas das montanhas esmeraldas. Um pássaro voa livremente e se camufla de vez em quando com o fundo verde da mata. Vida sobre vida. As cores vibram. O pássaro mergulha no mar e saí com o alimento fresco da caça. Os cheiros das flores, da mata, da chuva que caiu e da maresia se fundem em uma fragrância perfeita que é percebida pelo olfato.

Nossos sentidos trazem milhares de informações por segundo para nossa mente. Esses registros sensoriais são diferentes, como percebido pelas duas cenas acima, enquanto em cenários diferentes. Quando estamos na natureza os sentidos se acalmam, e assim, nos acalmamos de maneira geral. Olhar um horizonte distante, e natural, traz energia através da visão. Cheiros agradáveis trazem bons fluídos através do olfato. Os sons da natureza energizam a mente através da audição. O vento e o mergulho no mar, ou no rio, ativa as sensações da pele por todo o corpo, pelo tato.

Ok, faltou o paladar, mas isso é assunto para um outro dia.

Resumindo: quer dar uma harmonizada geral? A natureza é grátis!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Dom é amor

Não existe dom, da maneira que se fala corriqueiramente. Ninguém tem mais capacidade para uma coisa ou para outra a não ser por aptidões físicas. Exemplo: uma pessoa mais alta tem maior capacidade de ser um jogador de vôlei, ou de basquete. Isso não é um dom, é uma aptidão física que diz respeito ao tamanho daquela pessoa estar adequado para um esporte, ou outro.

Mas, para ser um bom atleta a pessoa não precisa de um dom. Nem pra ser um músico, nem pra pintar, nem para trabalhar com uma técnica de cura. Um músico não nasce com um dom, nem um pintor, nem ninguém. Isto estaria contrariando a sabedoria divina de que somos criados todos iguais. Todos nós, de maneira igual, temos todas estas capacidades. Salvo excessões de pessoas com deficiências físicas, tudo está ao nosso alcance. Todos temos as mesmas virtudes e elas estão latentes em nós. Estas virtudes estão diretamente ligadas aos nossos sentidos. Em algumas pessoas estas virtudes, ou aptidões, estão mais afloradas do que em outras. Mas basta amor para despertar qualquer virtude em qualquer pessoa.

Claro, o amor serve para despertar. Serve para despertar muitas coisas, muitas qualidades. Com o amor, com a afinidade, com a atração pelas artes plásticas, qualquer pessoa tem a possibilidade de pintar um quadro, de criar um desenho. Claro que ela vai precisar também das ferramentas como pincel, tinta, canvas, mas isso não vem ao caso. Outra coisa que a pessoa vai precisar muito, para ser excelente no que faz, é prática. Quem tem amor pela música, pelo som de um instrumento musical, pratica muito até chegar a um nível que se satisfaz. E cada um se satisfaz com um nível, claro.

Depois de anos de treino, um artista abre uma grande exposição. Por traz daquela exposição está a sua vida inteira praticando uma técnica, criando seu estilo próprio, montando tudo com o maior cuidado e com toda a sensibilidade que ele desenvolveu ao longo dos anos. Pra chegar alguém e dizer que ele tem o dom?

E as horas a fio passadas aperfeiçoando um traço? E as madrugadas não dormidas trabalhando e criando coisas novas? E a disciplina? E o amor depositado em sua obra? Assim, dom torna-se uma palavra que despreza todas essas coisas.

Resolvi escrever isso porque já ouvi muita gente dizer por aí que uns tem o dom de cura, outros não. Compara-se que um tem um poder de cura maior que o outro e coisas absurdas nesse nível. As vezes a pessoa pensa "poxa, queria exercer algum trabalho ligado à cura espiritual, mas não tenho o dom". Isso não existe!

Já existe o amor quando a pessoa manifesta a vontade de fazer um trabalho de cura. Esse amor está em seu coração. O que varia é o amor que tem pela pessoa que está curando, pelo ofício da cura, pela humanidade. E essa variação é na realidade o entendimento do amor e a sua expansão. O amor é simples, mas querem complicar ele por algum motivo. Por isso, o amor próprio vem antes de tudo e é ele que devemos desenvolver e cultivar antes de tudo se temos a motivação, ou intenção, de curar alguém.

Esse amor é um verdadeiro dom. Amar é um dom!

domingo, 21 de dezembro de 2008

O equilíbrio e o verbo

Todos nós fomos criados, segundo algumas literaturas que falam sobre a criação, a "imagem e semelhança" do criador(a), seja qual for a sua crença. Por isso podemos considerar que nosso corpo físico, por mais denso que seja, reflete a perfeição do divino. E assim ele realmente é como veremos.

Também é de comum conhecimento pelas mesmas literaturas que o poder do verbo, e consequentemente da linguagem verbal, é uma das grandes virtudes que diferenciam o ser humano tem dos outros animais. A maioria das literaturas religiosas cita que o divino criou o mundo a partir do verbo, com afirmações ou pela simples manifestação de um determinado som.

Porém, a maior diferença é a mente humana, que com a região do neocórtex consegue racionalizar pensamentos. Animais conseguem raciocinar, como a ciência tem provado constantemente através de várias experiências. Mas apenas os mamíferos, dotados da região límbica do cérebro, tem a habilidade de reconhecer os sentimentos e as sensações dos outros.

Sentimentos, expressão (verbal) e mente estão diretamente ligados a ações, palavras e pensamentos. Estas três energias influenciam em nossa saúde mental, emocional e física através dos seus respectivos centros de forças: coração, garganta (cordas vocais) e cérebro.

O equilíbrio e o verbo são duas coisas extremamente importantes para nós e estão diretamente ligadas quando lembramos da teoria de que somos perfeitamente desenhados pelo criador(a). Nossas palavras representam esse poder que tem o verbo, são manifestações do divino em nós, e devem ser equilibradas.

A questão é: como equilibrar as palavras, nossa expressão criativa, sabendo disso tudo?

A medida certa é simples e nosso corpo físico já foi projetado perfeitamente com essa função. As cordas vocais (o centro de força por onde sai a voz) estão exatamente entre o cérebro e o coração. Equilibrando a razão gerada na mente com o sentimento gerado no coração o resultado é que nossas palavras serão melhores, mais perfeitas, mais verdadeiras e amorosas. É a harmonia do reto pensar, reto agir e reto falar.

Se ainda precisa de provas sobre a perfeita obra da criação humana, coloque o seu polegar bem no meio da garganta, no osso que une as clavículas (quem souber o nome, por favor complemente). Agora com a palma da mão bem aberta e uma postura ereta, gire sua mão pra cima e depois pra baixo.

Você acaba de tocar com o dedo mindinho nos outros dois centros de forças. Interessante não é?

sábado, 20 de dezembro de 2008

Liberdade

A consciência humana, comum, simples, coloca-se em uma imensa e mal-assombrada casa. Nessa mesma casa, em um quarto, tranca-se pela vida inteira o ser humano através da consciência da vida cotidiana. Entra-se no quarto por uma abertura mágica: o nascimento. A saída é através de outra dessas aberturas mágicas: a morte.

Quero uma realização soberba. Ser capaz de achar uma outra abertura mágica e conseguir deixar esse quarto fechado enquanto ainda vivo. E quando encontrar essa abertura deixarei inteiramente a casa mal-assombrada e não ficarei perdido em outras partes dela.

Essa terceira abertura é a liberdade. Liberdade da convenção perceptiva.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Light

Dark is not the opposite of light.
It's the absence of light.

Algo parecido com:
Sombra não é o oposto de luz.
É a ausência d luz.

The Beastie Boys

Dimensões

Busco a liberdade de perceber. Não apenas o mundo normalmente aceito, mas tudo mais que seja humanamente possível. Sei também que a liberdade está na ponta de meus dedos. Posso alcançá-la de maneira rápida e fácil.

A percepção comum é bidimensional, ou seja, desta maneira a vida cotidiana consiste em dois pontos de referência. Alguns exemplos disso são: bem e mal; positivo e negativo; dentro e fora; aqui e ali; masculino e feminino; o que é imediato e o que não é; passado e futuro.

Com a destinção básica dos dois primeiros pontos, concluímos o resto. Mas antes é preciso perceber dois lugares ao mesmo tempo. Logo, a liberdade é o nosso terceiro ponto de referência.

A liberdade é o tridimensional.